PELÉ NO ANO DE 1959

 

Um ano após a conquista do primeiro título mundial, na Copa do Mundo de 1958 na Suécia, muita coisa aconteceu na vida do Rei do futebol. Pelé que apesar de não parecer, é um cidadão normal como outro qualquer, no ano de 1959 com 19 anos, tal qual um simples jovem mortal de sua idade se alistou no serviço militar.

É verdade que o ato não foi de todo consentido por Pelé, já que havia sido obrigado a se alistar por um diretor do Santos, que pretendia com isso fazer com que ele desse um bom exemplo aos jovens da época.

Pelé não gostava da dura vida de soldado, já que jogava à noite pelo Santos e consequentemente dormia tarde, porém precisava estar de pé no dia seguinte logo as cinco da manhã. Pelé confessou que esta experiência o marcou, tanto que até hoje em dia fica irritado quando precisa acordar cedo.

O Rei disputou e conquistou o campeonato brasileiro das forças armadas, defendendo a seleção do sexto grupo de artilharia de costa motorizado. Como o soldado 201, Pelé foi convocado pelas forças armadas para disputar o campeonato Sul Americano da categoria.

Na partida final entre Brasil e Argentina, o escrete militar brasileiro, com o reforço de Pelé, sagrou – se campeão com a vitória por 2x1.

Em sua carreira militar Pelé anotou quinze gols. No mesmo ano de 1959 Pelé marcou o gol que segundo ele próprio foi o mais bonito de toda a sua carreira. O Santos enfrentava o Juventus no estádio Rodolfo Crespi, a popular Rua Javari, no dia 8 de Agosto de 1959 em partida válida pelo campeonato paulista. A partida apontava o placar de 3x0 para o Santos, quando aos 42 minutos do segundo tempo, o Rei recebe passe pelo alto do ponta Dorval pela direita, sem deixar a bola cair no chão aplica um chapéu em cima de Homero, o lateral Julinho chega na cobertura e também leva um chapéu, o zagueiro Clóvis “O Professor”, tenta se antecipar à jogada, porém Pelé aplica outro chapéu sem deixar a bola cair no chão. Ainda sem deixar a bola tocar no gramado, Pelé mata na coxa e aplica novo chapéu em cima do goleiro Mão de Onça, na seqüência toca de cabeça para o gol vazio.

A única coisa ruim deste gol, foi não haver sequer uma câmera no local para registrar o fato épico. Felizes foram os 12593 pagantes que puderam ser testemunhas oculares deste fato histórico.

Hoje em dia, muito mais do que os 12593 presentes no estádio, juram de pés juntos que estavam neste dia na Rua Javari.

Se fosse realmente verdade, a Rua Javari precisaria ser o maior estádio do universo para abrigar toda esta gente! Dizem também que foi nesta partida que Pelé pela primeira vez deu o “soco no ar” ao comemorar um gol.